Blog PELEJAS
em 27/04/2011

No dia 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas, do interventor, Adhemar de Barros e do prefeito Prestes Maia foi inaugurado o Estádio Municipal de São Paulo, o Pacaembu. Mais tarde, em 1961, ganhou o nome de Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, em homenagem ao homem que comandou, em 1958, a delegação brasileira no mundial de futebol na Suécia.


Na época era considerado o maior e mais moderno estádio da América do sul, com capacidade para 70 mil pessoas. Depois de passar por uma ampliação de mais 15 mil novos lugares, cedeu espaço também para apresentações culturais. O Pacaembu é considerado um dos estádios mais completos, com instalações para a prática de quase todos os esportes olímpicos: futebol, natação, boxe, vôlei, basquete, handebol, futebol de salão, tênis e atletismo, além de sediar apresentações coletivas de ginástica e dança. 

O primeiro jogo a ser realizado no Pacaembu foi entre Palmeiras, na época Palestra Itália, e o Coritiba, em 28 de abril de 1940, que terminou com vitória palestrina por 6 a 2. Em seguida jogaram as equipes do Corinthians e do Atlético Mineiro, em partidas válidas pela Taça Cidade de São Paulo. O primeiro campeão no Pacaembu foi o Palestra Itália, que venceu a Taça Cidade de São Paulo ao derrotar o Corinthians por 2 a 1, em 5 de maio de 1940. O Pacaembu logo tornou-se o principal palco esportivo da cidade de São Paulo a sediar grandes jogos do Campeonato Paulista e outros eventos, tais como os Jogos Pan-Americanos de 1963. A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo Futebol Clube venceu o Jabaquara da cidade de Santos por 12 x 1.


 A torcida corintiana considera o Pacaembu como sua casa, sendo o Corinthians o time que mais atuou no estádio, superando o seu arquirival Palmeiras. Na história o clube alvinegro realizou 1620 partidas nesse estádio. Obteve 914 vitórias, 387 empates e 319 derrotas. O Pacaembu ainda foi palco da Copa de 1950, sediando a peleja entre Brasil x Suíça, que terminou empatada em 2 a 2, além de ter sido o estádio a sediar a última partida de Pelé pela Seleção Brasileira de Masters, em 1987.

 

A história do Pacaembu através de depoimentos:

(Elaborado para o aniversário de 70 anos do estádio, em 2010)

por: Equipe PELEJAS

em 21/04/2011

 

Ex-jogador da Seleção Brasileira, Toninho Cerezo nasceu no dia 21 de abril de 1955, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Cerezo foi um dos maiores jogadores do Brasil entre as décadas de 1970 e 1990.

Chegou a trabalhar como palhaço para sustentar a família, mas seu talento mesmo era ser jogador de futebol.

Estreou nas categorias de base do Atlético Mineiro, com passagem pelo Nacional de Manaus, em 1974. Depois passou pelo São Paulo e outros times até chegar a ser técnico no futebol japonês. Em 1978,  foi convocado para defender o Brasil na Copa do Mundo da Argentina. Ao lado de Falcão, Sócrates e Zico, Cerezo jogou novamente pela Seleção Brasileira no Mundial da Espanha em 1982. A partir de 1987 não foi mais convocado. 

No futebol italiano, jogando pela Roma e Sampdoria, conquistou vários títulos importantes.

Voltou ao Brasil em 1992, para jogar no São Paulo, time pelo qual conquistou o Paulista de 1992, o bi-campeonato da Libertadores e o Mundial Interclubes de 1992 e 1993. Em 1994 Toninho Cerezo defendeu o Cruzeiro e  encerrou sua carreira no Atlético Mineiro, em 1997, num amistoso contra o Milan, no empate de 2 a 2.

 

Como jogador do Galo, Toninho disputou 400 partidas e fez 53 gols.

 

Cerezo campeão pelo São Paulo FC

 

Veja Toninho Cerezo entregando a Bola de Ouro para Conca:


por: Equipe PELEJAS

em 17/04/2011

Fundado no Rio de Janeiro, em 17 de abril de 1904, o Bangu Atlético Clube tem sua raiz dentro da fábrica Bangu, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Essa fábrica tinha vínculos com a Inglaterra, com vários técnicos oriundos daquele país. Esses técnicos contavam para os funcionários nativos, histórias sobre  o esporte denominado "football". O entusiasmo dos funcionários da fábrica com esse novo esporte foi grande. Da Inglaterra vieram, junto com equipamentos para a fábrica, uma bola e alguns pares de chuteira. Foi o suficiente para o Sr. Andrew Procter sugerir a fundação de um "club".

No dia 17 de abril de 1904, na casa nº 12 da Rua Estevão, fundou-se um Club Athletic, sob a denominação de "Bangu Athletic Club". O primeiro jogo aconteceu no dia 24 de Julho de 1904 contra o Rio Cricket and Athletic Association, clube de origem inglesa de Niterói. O resultado foi a derrota por 5 a 0, mas já no jogo seguinte, o Bangu conquistou a primeira vitória, 6 a 0 contra o Andaraí.

No Campeonato Carioca de 1916 o Bangu terminou empatado com o Botafogo, conquistando a segunda colocação. O campeão foi o América.

 

Jogo histórico


O Bangu fez parte de uma das partidas históricas do Campeonato Carioca. Mais de 140 mil torcedores estavam presentes no Maracanã, no dia 18 de dezembro de 1966, para assistir a final entre Bangu x Flamengo. A partir dos 23 minutos do primeiro tempo, Ocimar cobrou uma falta de fora da área e marcou 1x0 para o Bangu. Três minutos depois, o Bangu aumentou para 2x0 através de Aladim. Logo no segundo tempo, aos três minutos Paulo Borges marcou o terceiro gol. A partir deste gol, o Bangu partiria para uma goleada histórica. O time estava bem, enquanto o Flamengo estava quase aniquilado. A torcida do Flamengo estava de bandeiras arriadas, enroladas, sem ânimo e viu a pequena torcida do Bangu fazer a festa. Em meio às vaias por parte da torcida flamenguista, o Bangu realizou a volta olímpica.

Infelizmente a noite não foi só festa da equipe do Bangu, o futebol acabou cedendo lugar a uma das maiores confusões já registradas no Maracanã. No meio do campo, o juiz Airton Vieira de Moraes expulsou cinco jogadores do Flamengo: Valdomiro, Itamar, Paulo Henrique, Almir e Silva. E mais quatro do Bangu: Ubirajara, Luis Alberto, Ari Clemente e Ladeira.

Dados do jogo:

Bangu 3 x 0 Flamengo
Data: 18 de dezembro de 1966
Local: Maracanã     Público: 143 978 torcedores
Gols: Ocimar ( Bangu ) aos 23 min e Aladim ( Bangu ) aos 26 min do 1º. tempo; Paulo Borges ( Bangu ) aos 3 min do 2º. tempo.
Flamengo: Valdomiro; Murilo, Jaime, Itamar e Paulo Henrique; Nelsinho e Carlinhos; Carlos Alberto, Almir, Silva e Osvaldo.
Bangu: Ubirajara; Fidélis, Mario Tito, Luiz Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Cabralzinho, Ladeira e Aladim.

 

Bangu campeão 1966

Em pé: Tito, Ubirajara, Luis Alberto, Ari Clemente, Fidelis e Jaime.
Agachados: Paulo Borges, Cabralzinho, Ladeira,Ocimar e Aladim.

 

REVEJA OS GOLS DA VITÓRIA DO BANGU:


 

DEPOIMENTOS DOS JOGADORES:

 

por: Equipe PELEJAS

em 14/04/2011

 

Na semana do aniversário de 99 anos do Santos Futebol Clube, é sempre bom relembrar a história desse time que proporcionou ao mundo inúmeros espetáculos de gala quando entrava nos mais variados palcos de futebol.

O Santos Futebol Clube foi fundado em 14 de abril de 1912 na cidade de Santos-SP, onde está localizada a sua sede.

Eleito pela FIFA como o melhor clube das Américas do século XX, é o único clube brasileiro a conquistar num mesmo ano (1962), um título estadual, um nacional, um continental e um mundial.

Santos Campeão Mundial de 1962

             Em pé da esquerda para a direita- Lima, Zito, Dalmo, Calvet, Gilmar e Mauro.

             Agachados - Dorval, Mengálvio,Coutinho, Pelé e Pepe.

 

Com a ajuda de Pelé, na década mágica de 1960, o Santos apresentava-se em quase todo o planeta, sempre encantando os torcedores com o futebol mágico de seus craques. Formou um ataque fantástico e arrasador : Dorval, Mengávio, Coutinho, Pelé e Pepe. Nesse período, o Santos foi Bicampeão Mundial Interclubes (1962/1963), Bicampeão da Taça Libertadores da América (1962/1963), entre outras inúmeras  conquistas memoráveis.

Em 1978, já sem a presença do Rei Pelé, o Santos Futebol Clube formou mais um time campeão. Os famosos  Meninos da Vila  - apelido dado devido à juventude dos atletas da equipe - conquistaram brilhantemente o Campeonato Paulista daquele ano. Destacaram-se nessa equipe Juary, Pita e Ailton Lira entre outros.

Mais adiante, o time conquistaria outros títulos importantes, como o Paulista de 1984, o Torneio Rio-São Paulo de 1997 e a Taça Conmebol de 1998.

Quando o clube completou 90 anos, em 2002, a dupla Diego e Robinho  trouxe novamente para os santistas o futebol alegre mesclado com vitórias importantes. Essa dupla, ao lado de Renato, Elano, Alex e Léo, proporcionou ao time da Vila Belmiro a conquista do Campeonato Brasileiro pela sétima vez em sua história. No ano seguinte, com a base mantida, o Peixe chegou aos vice-campeonatos da Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro.

No ano de 2004 o Santos tornou-se octacampeão brasileiro com a conquista de mais um campeonato nacional.


 

Atualmente a dupla de sucesso que traz alegria ao torcedor santista é formada por Neymar e Paulo Henrique Ganso. Destaque para “pop star” Neymar, que ajudou o Santos na conquista do Campeonato Paulista 2010, Copa do Brasil 2010 e ainda levou o título do Campeonato Sul-Americano 2011  com a Seleção Brasileira Sub-20.

Agora, o time da Vila Belmiro encontra-se em contagem regressiva para o seu centenário.

O PELEJAS congratula toda a família peixeira por mais um aniversário do “glorioso Alvinegro Praiano”.

Parabéns galera santista!                         

Na história do futebol o Santos é reconhecido como um time sempre voltado para o ataque. Faz parte do seu “DNA” essa busca incessante  pelos  gols, dizem com orgulho  os seus torcedores e admiradores. A prova disso é que o Peixe  colecionou pelejas com placares fantásticos nesses 99 anos de existência. Alguns exemplos:

 

27/07/1918 – Santos  10 x 0 Americana

09/03/1919 – Santos  10 x 0 São Paulo Railway (atual Nacional)

03/05/1927 – Santos  12 x 1 Ypiranga

05/06/1927 – Santos  11 x 2 Barra Funda

03/07/1927 – Santos  11 x 3 Americano

16/09/1928 – Santos  10 x 0 Portuguesa de Desportos

11/09/1958 – Santos  10 x 0 Nacional

19/11/1959 – Santos  12 x 1 Ponte Preta

21/11/1964 – Santos  11 x 0 Botafogo-SP

16/05/1965 – Santos  11 x 1 Grêmio Maringá

14/06/1970 – Santos  10 x 0 Benfica de Hudson

10/03/2010 – Santos  10 x 0 Naviraiense-MS

 

Reveja a última goleada histórica do Santos:


 

DEPOIMENTOS:

 

por: Equipe PELEJAS

em 12/04/2011

Ainda no clima da visita de Patrícia Amorim, Vanderlei Luxemburgo, Ronaldinho e dirigentes à Academia Brasileira de Letras para almoço comemorativo aos 110 anos de nascimento do grande escritor rubro-negro José Lins do Rego, aproveito pra utilizar um dos mais significativos textos escritos sobre a força do Manto Sagrado. E olha que o cara era um tricolor histórico. É uma crônica do "Anjo Pornográfico", Nélson Rodrigues, publicada no Jornal dos Sports.

 

 

O Flamengo de 1911

 

"Corria o ano de 1911. Vejam vocês: — 1911! O bigode do kaiser estava, então, em plena vigência; Mata-Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: — é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de catorze anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: — grande época! grande época!

 

Pois bem. Foi em 1911, tempo dos cabelos compridos e dos espartilhos, das valsas em primeira audição e do busto uni lateral de Mata-Hari, que nasceu o Flamengo. Em tempo retifico: — nasceu a seção terrestre do Flamengo. De fato, o clube de regatas já existia, já começava a tecer a sua camoniana tradição náutica. Em 1911, aconteceu uma briga no Fluminense. Discute daqui, dali, e é possível que tenha havido tapa, nome feio, o diabo. Conclusão: — cindiu-se o Fluminense e a dissidência, ainda esbravejante, ainda ululante, foi fundar, no Flamengo de regatas, o Flamengo de futebol.

 

Naquele tempo tudo era diferente. Por exemplo: — a torcida tinha uma ênfase, uma grandiloqüência de ópera. E acontecia esta coisa sublime: — quando havia um gol, as mulheres rolavam em ataques. Eis o que empobrece liricamente o futebol atual: — a inexistência do histerismo feminino. Difícil, muito difícil, achar-se uma torcedora histérica. Por sua vez, os homens torciam como espanhóis de anedota. E os jogadores? Ah, os jogadores! A bola tinha uma importância relativa ou nula. Quantas vezes o craque esquecia a pelota e saía em frente, ceifando, dizimando, assassinando canelas, rins, tórax e baços adversários? Hoje, o homem está muito desvirilizado e já não aceita a ferocidade dos velhos tempos. Mas raciocinemos: — em 1911, ninguém bebia um copo d’água sem paixão.

 

Passou-se. E o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, é claro, as convenções disciplinares que o futebol moderno exige. Mas o comportamento interior, a gana, a garra, o élan são perfeitamente inatuais. Essa fixação no tempo explica a tremenda força rubro-negra. Note-se: — não se trata de um fenômeno apenas do jogador. Mas do torcedor também. Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado.

 

Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já têm acontecido várias vezes o seguinte: — quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."

por: Leonni Pissurno - Equipe PELEJAS

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