Blog PELEJAS
em 13/05/2011


Era 13 de maio de 1959. O Maracanã com mais de 100 mil torcedores reservava a maior vaia de todos os tempos. O público estava ansioso com a primeira apresentação da Seleção Brasileira no país depois da conquista de seu primeiro título mundial. E ainda era preciso tirar a invencibilidade da Inglaterra. A injustiça perante olhares brasileiros, a inconformada ausência do “Anjo de Pernas Tortas", promoveria um palco de vaias que se transformariam em aplausos e notícia de capa de jornal no dia seguinte. Começava ali a lenda do vilão que virou mocinho, Júlio Botelho conhecido como Julinho, o substituto de nada mais nada menos que Mané Garrincha no amistoso entre Brasil e Inglaterra.

Se não fosse talvez um tropeço nas escadas que davam acesso ao gramado, tirando-lhe a atenção do que estava ocorrendo, Julinho teria desistido ali mesmo. A sua própria nação, seu berço de ouro, a torcida brasileira o recebia com muitas vaias, não era para ser ele o titular e sim Garrincha, o maior driblador da história do futebol. Julinho não poderia ficar em pé olhando para a gigantesca onda formada no Maracanã que reprovava sua entrada. 

Nem parecia Brasil x Inglaterra. De fato, era Julinho x Maracanã. Julinho precisava calar a torcida, fazer exatamente aquilo que seu companheiro Nilton Santos lhe disse: "Vai lá e faz eles engolirem essa vaia". Talvez tivesse fechado os olhos e feito o pedido “Daí-me forças”. Julinho se sentiu forte, era o momento de deixar o Maracanã em silêncio.

Ironia ou não, 5 minutos foi o bastante para Julinho, o vilão da noite, ser reverenciado como rei. Goooollllll!!!! O locutor e a torcida gritavam em pulos e não acreditando na injustiça cometida. Sim, era o primeiro gol do amistoso. Uma jogada de ponta direita, Julinho aproveitou e marcou o primeiro para o Brasil. Para a torcida, milagre do futebol tinha nome e se chamava Julinho. 10 minutos depois, o craque fez o passe do gol para Henrique marcar o segundo na vitória brasileira sobre a Inglaterra. Júlio 2 x 0 Maracanã. O Jornal Inglês, na manhã seguinte ao fato, estampava em suas páginas a seguinte manchete “O Brasil agora tem dois Garrinchas".  Como já era esperada, a humildade em pessoa e jogador que era, falou mais alto “o povo apenas queria ver Garrincha jogar’’, respondeu Julinho sem se queixar das impiedosas vaias.

A pergunta final seria por que os brasileiros haviam “perdido a memória” e não recordavam quem era Julinho? Por que Julinho precisou relembrar o futebol que tinha nos pés e provar que estava preparado para ser titular no lugar de Garrincha? Realmente ele não poderia ter sido esquecido. Esse brilhante jogador que nasceu no dia 29 de julho de 1929 surgiu no Juventus em 1951, jogou na Portuguesa de Desportos de 1951 a 1955, mais tarde transferiu-se para Fiorentina, se tornou ídolo na Toscana até hoje, onde jogou de 1955 a 1959. Com saudades de casa, do seu verdadeiro país, Julinho voltou ao Brasil para jogar pelo Palmeiras a tempo de ser campeão paulista em 1959, batendo o Santos de Pelé. Ficou no alviverde até o encerramento de sua carreira, em 1967. No Palmeiras atingiu as marcas de 268 partidas e 81 gols.

Ele foi sem dúvida um dos maiores pontas da história do futebol brasileiro. Em sua única aparição em Copa do Mundo, em 1954, foi considerado pela imprensa mundial daquela época um dos melhores jogadores da Copa. Em 1966 foi premiado como o melhor jogador  da história da Fiorentina.

Como esquecê-lo? Julinho não foi apenas um homem de bigode e um tipo sério. Foi o injustiçado do campo de futebol. Embora seja lembrado por esse dia, ele deve ser lembrado como um ícone do futebol brasileiro. Vítima de ataque cardíaco, nosso herói morreu aos 73 anos em 2003. Mas ao longo de seus dias deixou claro que não esqueceu esse momento histórico vivido no Maracanã.

“Sempre as escuto. Cheguei a ter medo no vestiário. Chorei. No Hino, mal conseguia ver porque as lágrimas me deixavam cego”.

Pesquise sobre Julinho no PELEJAS: http://bit.ly/eD3H5U

Veja a matéria sobre esse jogo no "Loucos Por Futebol-ESPN Brasil":

 

por: Equipe PELEJAS

em 07/05/2011

Qual o clássico mais antigo do Campeonato Paulista? Em campo, com as cores preto e branco, é quase um jogo de xadrez. Decisão entre Corinthians e Santos é para apaixonados, jogo para ficar eternizado na memória do futebol. Os dois times estiveram frente a frente pela primeira vez em 1913 e de lá para cá já foram 304 pelejas.

 O Corinthians leva vantagem nos confrontos diretos, mesmo em tempos de jejum de vitórias em Campeonatos Paulistas acumulado em 11 anos tatuados na sua história contra o Santos, o que se tornou um grande tabu, e há quem diga que a culpa seja do seu maior carrasco santista, um tal de Pelé.

Hoje, as equipes estão na busca por mais um título, o Campeonato Paulista de 2011. O alvinegro da Vila é favorito, com a dupla Neymar e Ganso voltando ao passado no futebol dos sonhos. Já o Corinthians tem Liedson, um matador.

Desde a primeira vez que os dois times se enfrentaram, em 22 de junho de 1913, esse tem sido daqueles clássicos que se guarda para sempre na memória. O primeiro jogo certamente nunca foi esquecido pelo Corinthians, o palco era o Parque Antártica e os corintianos recebiam seu rival já com tom de ironia e gozação, querendo fritar o peixe, mas quem se tornou o prato principal foi mesmo o Corinthians, em uma goleada de 6 x 3 para o time da Vila.

Amargamente para os alvinegros da Capital, não bastasse só isso na história marcante entre o clássico, o Peixe conquistou seu primeiro título sobre o Corinthians em 17 de novembro de 1935, em pleno Parque São Jorge, na vitória santista por 2x0. Passados 11 anos desde 21 de julho de 1957, quando o Corinthians derrotou o Santos por 2 a 1 no Pacaembu, a nação corintiana já não sabia o que era ganhar do Peixe no Campeonato Paulista. Era um gosto amargo na vida de qualquer torcedor do Corinthians. O glorioso time do Santos de Pelé - este jogador que se tornou o carrasco do alvinegro do Parque São Jorge, sendo o que mais marcou gols no Corinthians: 50 gols em 49 partidas - deixava claro sua superioridade em campo.

Santos campeão paulista de 1935

 O 6 de março de 1968 foi o grande dia.  No Pacaembu lotado, esta foi a data do fim, fim do tabu para a nação corintiana. No segundo tempo, aos 13 minutos, Paulo Borges abriu o placar, mas o Corinthians queria mais e com o gaúcho Flávio encerrou com a vitória por 2x0. O alvinegro do Parque São Jorge, no entanto, queria o troco para ver os santistas como fregueses e manter um tabu em seu favor. E esse tempo veio. O troco corintiano foi dado na década de 1970, mais precisamente entre 13 de junho de 1976 e 31 de julho de 1983. O Santos ficou 7 anos sem vencer o seu rival em Campeonatos Paulistas, deixando agora um tabu histórico a favor da nação corintiana.

 

   

 

Tempos mais tarde, outro grande jogo entre os alvinegros. A final de Corinthians x Santos, no Brasileirão de 2002, certamente é considerada um jogo épico. Com a pedalada do Robinho e a virada no placar de 3 a 2, com o gol do Léo no último segundo, talvez tenha sido a final mais emocionante de um Campeonato Brasileiro.



Mais um clássico, mais uma peleja e mais um espetáculo do futebol será a grande final do Campeonato Paulista 2011. Um jogo para ficar na história desses grandes clubes brasileiros.  O Santos de Neymar leva o escudo da ousadia e alegria. Será ele o novo carrasco do Timão? O Corinthians e sua fiel torcida, um bando de loucos, não querem perder o gostinho de acabar com a festa dos Meninos da Vila. Mais uma vez a tradição está em campo: rivalidade, garra, belíssimos lances e gols, sempre fizeram parte desse espetáculo mais do que alvinegro. É um Corinthians e Santos em mais uma final! 

 

Números dos confrontos entre Corinthians e Santos:

Jogos realizados: 304

Vitórias corintianas: 122

Empates: 82

Vitórias santistas: 100

Gols do Corinthians: 556

Gols marcados do Santos: 478

Primeiro jogo: Santos 6 x 3 Corinthians (22/06/1913, Campeonato Paulista, no Palestra Itália)      

Último jogo: Corinthians 3 x 1 Santos (20/02/2011, Campeonato Paulista, no Pacaembu)

 

                                                             

por: Equipe PELEJAS

em 30/04/2011

O Clube foi fundado por garotos da elite mineira, em sua quase totalidade estudantes do "Gymnasium Anglo-Mineiro", onde as aulas eram dadas em inglês, por professores norte-americanos na maioria.

 
O nome do clube foi escolhido por sorteio. Entre os nomes estava "América Foot-ball Club", em homenagem aos Estados Unidos da América, dos quais os meninos eram fãs, pelas histórias contadas por seus professores, apesar de vários deles, inclusive Afonso Silviano Brandão (sobrinho do "presidente" de Minas Gerais, Bueno Brandão - os Estados possuíam presidentes e não governadores na época) serem torcedores do América do Rio de Janeiro.


  
O clube foi fundado em 30 de abril de 1912, mas o time de futebol já havia sido criado um ano antes na mesma data. Mas esse time, que não tinha nome, teve que ser desfeito por causa dos estudos intensos do segundo semestre, tendo durado pouco menos de seis meses. Porém, os garotos se reuniram novamente e decidiram recriar o clube na mesma data, um ano depois.

 
A reunião de escolha do nome foi feita em maio, nos porões da casa de Adhemar de Meira. Foi usado o chapéu pertencente a Aureliano Lopes Magalhães, e o nome foi retirado pela pequena Alda Meira, que depois se tornaria uma das mais importantes damas de nossa sociedade. As cores verde e branca foram escolhidas também por sorteio. 
Sua diretoria já havia sido escolhida em uma reunião anterior na casa do senhor José Gonçalves, pai de um dos meninos, Secretário de Estado da Agricultura, além de ser um dos fundadores e o primeiro Secretário do Sport Club (primeiro clube de futebol de Minas Gerais).

(Fonte: site oficial do América-MG)

Na  rica história do América-MG destacamos os fatos a seguir:

- Decacampeonato mineiro (1916-1925), recorde nacional de títulos consecutivos;

- Geraldino de Carvalho, primeiro negro a fundar e a jogar em um time de futebol no Brasil;

- 1948: campeão mineiro invicto;

-  1948: campeão do Torneio Quadrangular de Belo Horizonte, que reuniu o Vasco da Gama, campeão sul-americano daquele ano, o São Paulo, campeão paulista, e o Atlético, campeão mineiro de 1947;

-  1957: conquista da Tríplice Coroa ao ganhar os títulos juvenil, aspirante e profissional;

-  1971: conquista invicta do Campeonato Mineiro;

- 1973: 7ª colocação, entre 40 participantes, no Campeonato Brasileiro;

- 1993: campeão de mais um título estadual;

- 1996 - campeão da Copa São Paulo de Juniores ;

- 1997: conquista do Campeonato Brasileiro da Série B;

-  2000: campeão da primeira Copa Sul-Minas;

-  2001: conquista do Campeonato Mineiro;

- 2005:  campeão da Taça Minas Gerais;

-  2009: Campeão Brasileiro da Série C;

- 2010: volta para a divisão de elite do futebol nacional;

Alguns craques que passaram pelo América-MG:  Amaury Horta, Fred, Wagner, Ronaldo Luís, Palhinha, Jair Bala, Gilberto Silva e Tostão, entre outros.

O PELEJAS dá os parabéns para toda a torcida do Coelho.

Vida longa ao América Mineiro!   


Reveja os gols da final do Mineiro de 2001: América-MG campeão.


por: Equipe PELEJAS

em 27/04/2011

No dia 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas, do interventor, Adhemar de Barros e do prefeito Prestes Maia foi inaugurado o Estádio Municipal de São Paulo, o Pacaembu. Mais tarde, em 1961, ganhou o nome de Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, em homenagem ao homem que comandou, em 1958, a delegação brasileira no mundial de futebol na Suécia.


Na época era considerado o maior e mais moderno estádio da América do sul, com capacidade para 70 mil pessoas. Depois de passar por uma ampliação de mais 15 mil novos lugares, cedeu espaço também para apresentações culturais. O Pacaembu é considerado um dos estádios mais completos, com instalações para a prática de quase todos os esportes olímpicos: futebol, natação, boxe, vôlei, basquete, handebol, futebol de salão, tênis e atletismo, além de sediar apresentações coletivas de ginástica e dança. 

O primeiro jogo a ser realizado no Pacaembu foi entre Palmeiras, na época Palestra Itália, e o Coritiba, em 28 de abril de 1940, que terminou com vitória palestrina por 6 a 2. Em seguida jogaram as equipes do Corinthians e do Atlético Mineiro, em partidas válidas pela Taça Cidade de São Paulo. O primeiro campeão no Pacaembu foi o Palestra Itália, que venceu a Taça Cidade de São Paulo ao derrotar o Corinthians por 2 a 1, em 5 de maio de 1940. O Pacaembu logo tornou-se o principal palco esportivo da cidade de São Paulo a sediar grandes jogos do Campeonato Paulista e outros eventos, tais como os Jogos Pan-Americanos de 1963. A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo Futebol Clube venceu o Jabaquara da cidade de Santos por 12 x 1.


 A torcida corintiana considera o Pacaembu como sua casa, sendo o Corinthians o time que mais atuou no estádio, superando o seu arquirival Palmeiras. Na história o clube alvinegro realizou 1620 partidas nesse estádio. Obteve 914 vitórias, 387 empates e 319 derrotas. O Pacaembu ainda foi palco da Copa de 1950, sediando a peleja entre Brasil x Suíça, que terminou empatada em 2 a 2, além de ter sido o estádio a sediar a última partida de Pelé pela Seleção Brasileira de Masters, em 1987.

 

A história do Pacaembu através de depoimentos:

(Elaborado para o aniversário de 70 anos do estádio, em 2010)

por: Equipe PELEJAS

em 21/04/2011

 

Ex-jogador da Seleção Brasileira, Toninho Cerezo nasceu no dia 21 de abril de 1955, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Cerezo foi um dos maiores jogadores do Brasil entre as décadas de 1970 e 1990.

Chegou a trabalhar como palhaço para sustentar a família, mas seu talento mesmo era ser jogador de futebol.

Estreou nas categorias de base do Atlético Mineiro, com passagem pelo Nacional de Manaus, em 1974. Depois passou pelo São Paulo e outros times até chegar a ser técnico no futebol japonês. Em 1978,  foi convocado para defender o Brasil na Copa do Mundo da Argentina. Ao lado de Falcão, Sócrates e Zico, Cerezo jogou novamente pela Seleção Brasileira no Mundial da Espanha em 1982. A partir de 1987 não foi mais convocado. 

No futebol italiano, jogando pela Roma e Sampdoria, conquistou vários títulos importantes.

Voltou ao Brasil em 1992, para jogar no São Paulo, time pelo qual conquistou o Paulista de 1992, o bi-campeonato da Libertadores e o Mundial Interclubes de 1992 e 1993. Em 1994 Toninho Cerezo defendeu o Cruzeiro e  encerrou sua carreira no Atlético Mineiro, em 1997, num amistoso contra o Milan, no empate de 2 a 2.

 

Como jogador do Galo, Toninho disputou 400 partidas e fez 53 gols.

 

Cerezo campeão pelo São Paulo FC

 

Veja Toninho Cerezo entregando a Bola de Ouro para Conca:


por: Equipe PELEJAS

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